Internet das Coisas

Muito tem se falado sobre Internet das Coisas, mas não se sabe muito sobre esta tecnologia, a não ser que é um tipo de inovação muito em voga nos dias de hoje e que veio para mudar o mundo.  Mas o que é esta tecnologia afinal?

De alguns anos para cá, começaram a surgir, primeiramente pelas mãos de geeks, computadores miniaturizados a preços muito reduzidos.  Falamos de computadores compostos por um chip encapsulado em uma placa, que só foi inserida aí para que nela fossem embutidas interfaces.  Vocês já devem ter ouvido falar de Arduino, Raspberry Pi, etc…

A princípio, as interfaces foram utilizadas para replicar os computadores tradicionais conectando teclado, mouse, vídeo, etc.. Porém, surgiu alguém, provavelmente anônimo, que teve a ideia de acoplar sensores/medidores ao nano computador através das interfaces.  Desta forma, projetos de automatização de grande alcance, inviáveis financeiramente utilizando dispositivos tradicionais, passavam a ter um ROI aceitável. 

A infraestrutura já estava disponível e poderia ser aproveitada. Redes IP, comunicação sem fio padrão IEEE802.11, segurança baseada em criptografia e agora computadores de baixo custo “falando IP”.

A ideia era monitorar e coletar índices de temperatura, umidade, presença, corrente, etc…, armazená-las em um banco de dados para posterior emissão de relatórios analíticos, utilizando Big Data ou não, e agir pró-ativamente para minimizar o tempo de inoperância de um determinado serviço.

A Internet das Coisas – as “coisas” cada vez mais inteligentes

Utilizando este conceito começamos a observar soluções das mais variadas:

No tema Cidades Inteligentes, a adoção de lâmpadas inteligentes, que nada mais são do que lâmpadas tradicionais acopladas a sensores de corrente capazes de sinalizar quando não estiver passando corrente pela lâmpada, permite a monitoração remota da lâmpada e a constatação de que ela queimou caso o sensor sinalize.  O órgão responsável pela iluminação pública monitora o serviço e envia um técnico ao local para trocar a lâmpada, sem que para isto nenhum incauto pagador de impostos precise avisar.

No tema Prédios inteligentes, pode-se dispor de dispositivos/sensores ao longo do prédio para não só medir/monitorar lâmpadas, temperatura de ambientes refrigerados e a presença de pessoas em locais resguardados, como pode se estabelecer políticas baseadas na hora do dia.  Por exemplo: durante o horário comercial as lâmpadas devem estar acesas e a temperatura a 22º C, enquanto fora do horário comercial a maior parte das lâmpadas deve estar desligada e a temperatura a 25º C, excetuando o CPD

Observe que no primeiro exemplo dado, podemos ter uma área de cobertura muito grande e certamente não teremos cobertura de sinal WiFi em toda a área monitorada.  Já no segundo caso, um prédio comercial moderno ocupado por uma única empresa certamente contará com cobertura WiFi completa.

Esta demanda ocasional por monitoração em uma grande área de cobertura acabou levando ao desenvolvimento de um protocolo próprio para este fim.  Surgiu o ZigBee, um protocolo de comunicação para transmissão de baixo volume de dados (sensores consomem pouquíssima banda), baixa potência (reduz o custo) e, principalmente, capacidade de repetição do sinal, permitindo a constituição de uma rede Mesh, o que amplia brutalmente a cobertura do sinal.

Simples e fascinante

Percebam que é essencial o baixo custo do dispositivo que fica na ponta, pois isto garante a escalabilidade do projeto a um preço aceitável. Daí, surgem casos de internet das coisas que fazem parte de nosso dia-a-dia.  O Uber talvez seja o caso mais bem sucedido que se conhece.  Composto por grandes servidores no centro de dados, a Internet como meio (rede IP) e os celulares rodando uma App gratuita (não existe nada mais barato do que aquilo que o usuário já tem), este serviço revolucionou a maneira como se movimentam as pessoas nas grandes cidades.

O mais fascinante da Internet das Coisas é sua simplicidade e seu potencial para democratizar o acesso a oportunidades de negócio.  Ninguém precisa ser bem remunerado para ter uma grande ideia, fazer um plano de negócios amparado em informações consistentes, adquirir um kit de Arduino por uns US$20 e desenvolver um aplicativo que vai mudar o mundo.  Fica o meu convite para mudar o mundo!!!

Veja em http://www.isentinel.com.br mais um exemplo de um produto baseado em Internet das coisas. 

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