SDN – Por que você ainda vai ouvir falar muito sobre isto?

SDN, ou Software Defined Networking, é uma tecnologia que modifica a forma como as redes são configuradas, controladas e gerenciadas, abstraindo da rede física para permitir o provisionamento de redes lógicas, de arquitetura dinâmica e adaptável, que atenda as necessidades mais sofisticadas das redes empresariais atuais e supere as limitações impostas pela natureza hierárquica das redes tradicionais.

É muito nítido que o perfil de tráfego das redes mudou.  Até alguns anos atrás, o acesso às aplicações tinha uma característica única. O endpoint era um PC, localizado na LAN ou na WAN, que acessava uma aplicação localizada em um servidor no CPD principal.  Os dados fluíam de um segmento de rede onde as estações estavam localizadas para um servidor de rede onde a aplicação corporativa estava.  Isto caracteriza o tráfego Norte-Sul.

Atualmente, com a consolidação dos data centers, o aumento exponencial do uso de dispositivos móveis, a proliferação de aplicações multi-tier, fazendo uso intensivo de Web Services e de servidores de missão específica como de banco de dados e de formulários, e a quebra de vínculo entre servidor físico e aplicação, causada pela virtualização de servidores, surge o tráfego leste-oeste, o tráfego entre servidores.

Estas novas exigências vem estimulando a adoção do SDN, que é composto por 3 elementos principais:

1. Aplicação SDN

Programas que informam à controladora SDN sobre sua demanda de rede e o comportamento esperado da mesma.  Este elemento possui uma visão abstrata da rede para nortear suas tomadas de decisão.

2. Controladora SDN

A Controladora SDN é o elemento central da arquitetura, sendo responsável pela tradução das demandas solicitadas pela Aplicação SDN na correspondente alocação de canais de comunicação com a capacidade e a priorização necessárias para atendê-las. É responsável também pelo envio de uma visão abstrata da rede, com estatísticas e eventos, à Aplicação SDN.

3. SDN Data Path

O SDN Datapath é um dispositivo de rede lógica que fornece visibilidade e controle sobre o encaminhamento dos dados e os recursos de tratamento do tráfego.  A representação lógica pode abranger todo ou um subconjunto dos recursos do substrato físico.  Um ou mais SDN Datapaths podem estar contidos em um único elemento de rede (físico) – uma combinação física integrada de recursos de comunicação, gerenciados como uma unidade. Um SDN Datapath também pode ser definido em vários elementos de rede física.

Os grandes benefícios das Redes SDN são a simplificação da inicialização e configuração da rede e a possibilidade oferecida aos desenvolvedores de auto provisionarem os recursos de rede para suas aplicações.  Porém, esta nova forma de configurar a rede também enfrenta resistência dos administradores de rede.

Estes profissionais possuem certificações e experiência para lidar com a forma tradicional de configuração de rede e receiam adotar novas formas de configuração, as quais desconhecem sua estabilidade e nas quais ainda não possuem completo entendimento.

Cisco Killer?

Quando o primeiro caso de sucesso acadêmico de SDN surgiu na Universidade de Stanford, a tecnologia foi logo considerada “Cisco Killer”.  A visão era de que servidores seriam populados por diversas placas com múltiplas portas ethernet e estas seriam distribuídas, por software, em switches e roteadores lógicos.  A inteligência não estaria mais nos ativos de rede e sim na Aplicação SDN.

Porém, a Cisco aderiu ao SDN e hoje é o principal player deste mercado através do ACI e da sua linha de switches Catalyst 9000.

Chegou o momento de partir para o SDN?

Se os ativos de rede de sua empresa já foram amortizados, parte de suas aplicações se encontram na nuvem e se já existem aplicações multi-tier na rede, é provável que já tenha chegado a hora de partir para o SDN.  Se for este o caso, seguem algumas recomendações:

  1. Desenvolva um projeto de SDN junto a um Integrador de sua confiança, mas envolva também o fabricante;
  2. Treine a sua equipe para a nova tecnologia e procure fazer testes de laboratório usando a infraestrutura do fabricante;
  3. Contrate o projeto incluindo os serviços de instalação e configuração do parceiro, com três meses de operação assistida;
  4. Utilize uma rede de testes para qualificar sua equipe na tecnologia;
  5. Mantenha os equipamentos sempre com seus contratos de suporte em dia, para ter sempre o apoio do fabricante na resolução de problemas.

Se você vai iniciar esta empreitada, desejo sucesso!!!

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